Na época de seu lançamento, em 1990, O céu que nos protege, filme de Bernardo Bertolucci baseado no magnífico livro de Paul Bowles, foi duramente criticado. Primeiro porque os diálogos que eram ditos em árabe - a trama se passa na África do Norte - não foram traduzidos. Segundo, o ritmo lento de certas cenas deixava alguns espectadores impacientes, certamente os mais chegados aos filmes de ação. Como todo filme denso, que deve ser visto e revisto, uma duas, três vezes, para se sentir na carne o mesmo estranhamento que as personagens estão vivendo na tela - ou no texto - se não compreendermos seus mecanismos intrínsecos só poderemos, mesmo, chegar a conclusões precipitadas e ... não gostar.
Porque o livro é maravilhoso, o filme é lindo e o clima criado por Bertolucci é perfeito para se sentir todo o vazio, toda a intensidade da busca por si mesmo e pelo outro que se passa na mente e na alma dos protagonistas, toda a difícil, sofrida e árida viagem interior que eles realizam à procura do que, no final, queremos da vida - o amor, a plenitude. Tanto como o livro, o filme consegue mostrar essa incrível busca pelo percurso a ser desvendado para se chegar ao conhecimento interior, tenta entender que tipo de relacionamentos se criam e se desfazem. E é por isso mesmo que acho que ambos - livro e filme - se tornam tão atuais ao falarem das dificuldades da vida de qualquer um de nós.
A história gira em torno de um casal americano que viaja ao Marrocos sem data para voltar, e como eles próprios afirmam, "como viajantes, não turistas". Os dois vão acompanhados de um amigo, e esperam que a novidade de um país africano e as novas experiências que acreditam que vão encontrar pela frente consigam revigorar um relacionamento de dez anos de um casamento totalmente desgastado.
O filme mostra a louca esperança dessas pessoas para conseguir recosturar e recompor esse relacionamento complicado, marcado por incompreensões, incomunicabilidades, pela falta de diálogos e pela impossibilidade da tradução de diálogos quando cada um fala a sua própria língua, quando cada um se fecha em seu próprio ego. A sensação que nos passam os personagens é a mesma do espectador diante da não tradução do árabe - ninguém se entende.
O céu que nos protege não é um livro simples, nem mesmo o filme. Tudo nele é intenso. Para melhor entendê-lo é preciso vê-lo mais de uma vez, pois Bertolucci imprime o ritmo lento à trama para que, no fundo, tenha tudo a ver não só com o momento por que passam os personagens quanto pelo clima árido do Saara. Aliás, o filme apresenta uma fotografia belíssima, que capta de forma muito bonita as belezas naturais do deserto. Eu adoro - o filme e o livro. Por isso, apesar de terem sido lançados há tanto tempo, acho que valem a pena.
Porque o livro é maravilhoso, o filme é lindo e o clima criado por Bertolucci é perfeito para se sentir todo o vazio, toda a intensidade da busca por si mesmo e pelo outro que se passa na mente e na alma dos protagonistas, toda a difícil, sofrida e árida viagem interior que eles realizam à procura do que, no final, queremos da vida - o amor, a plenitude. Tanto como o livro, o filme consegue mostrar essa incrível busca pelo percurso a ser desvendado para se chegar ao conhecimento interior, tenta entender que tipo de relacionamentos se criam e se desfazem. E é por isso mesmo que acho que ambos - livro e filme - se tornam tão atuais ao falarem das dificuldades da vida de qualquer um de nós.
A história gira em torno de um casal americano que viaja ao Marrocos sem data para voltar, e como eles próprios afirmam, "como viajantes, não turistas". Os dois vão acompanhados de um amigo, e esperam que a novidade de um país africano e as novas experiências que acreditam que vão encontrar pela frente consigam revigorar um relacionamento de dez anos de um casamento totalmente desgastado.
O filme mostra a louca esperança dessas pessoas para conseguir recosturar e recompor esse relacionamento complicado, marcado por incompreensões, incomunicabilidades, pela falta de diálogos e pela impossibilidade da tradução de diálogos quando cada um fala a sua própria língua, quando cada um se fecha em seu próprio ego. A sensação que nos passam os personagens é a mesma do espectador diante da não tradução do árabe - ninguém se entende.
O céu que nos protege não é um livro simples, nem mesmo o filme. Tudo nele é intenso. Para melhor entendê-lo é preciso vê-lo mais de uma vez, pois Bertolucci imprime o ritmo lento à trama para que, no fundo, tenha tudo a ver não só com o momento por que passam os personagens quanto pelo clima árido do Saara. Aliás, o filme apresenta uma fotografia belíssima, que capta de forma muito bonita as belezas naturais do deserto. Eu adoro - o filme e o livro. Por isso, apesar de terem sido lançados há tanto tempo, acho que valem a pena.

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